UNATEC – Formação ou Enganação?

Mais um semestre se vai (e esse é o meu quarto) e tenho a terrível certeza que poderia ter sido muito melhor, mas não foi devido a velha prática de “cozimento” adotada pela coordenação do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, onde simplesmente “deixa como está para ver como é que fica”, ou seja, o aluno reclama ele faz que ouve e deixa prá lá, fazendo o papel de um psicólogo mercenário que recebe apenas para ouvir o paciente e não ajudá-lo a resolver os problemas que o incomodam. E isso mesmo após eu ter me dirigido a ele na primeira semana de curso reclamando da aula inicial do professor de Desenvolvimento de Componentes, que por incrível que pareça pelo menos reconhece no nome que é um ZERO. Aliás, para não dizer que estou caluniando, eu além de falar para o coordenador do curso falei com o auto-entitulado acima sobre a impressão que tive de sua pessoa e de sua aula.

Pelo que vi no decorrer do semestre, ele pouco se importou com minha opinião pois continuou a manter a impressão. Eu até tentei solicitar a ajuda do mestre mas ele não conseguiu responder a uma questão simples: Como coloco um form centralizado em um form MDI pai? Fiquei surpreso, pois com tantos títulos em seu currículo isso deveria ser simples. Até mesmo a sugestão dada para que ele usasse a matéria de Criptografia e Segurança para desenvolvermos usando a tecnologia não foi considerada.

Em resumo, aprendemos a fazer um incrível formulário de cálculo de fatorial e da série de fibonacci e aprendemos a fazer uma DLL (chamada de componente) com a mesma funcionalidade. Após essas aulas muito produtivas ainda tivemos trabalhos incríveis, onde nos foi solicitado estudar a fundo as diferenças entre o Visual Studio 2005 e o 2008, o surpreendente projeto Mono de .NET para Linux, os recursos maravilhosos do Siverlight e porque devemos escolher entre JAVA ou .NET. Isso são informações preciosíssimas e que agrega uma bagagem profissional surpreendente.

Enfim, esse incrível professor ZERO, colaborou com o mesmo valor para a formação de alunos que já não possuíam conhecimento na matéria.

Para todos os alunos desse semestre, isso e um tremendo tiro no pé, pois se você acha que ele ensinou e também que você aprendeu, procure um estágio e me conte depois. A menos é claro que o contratante deixe você consultar o livro do Deitel ou peça para você fazer a série de fibonacci.

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Trabalho de Criptografia – DES

Estou postando o material utilizado pelo grupo André Matos, Frederico Tomaz, Leonardo Braga e Marcos Gasparini durante a apresentação do Trabalho de Criptografia sobre o tema DES – Data Encryption Standard.

Apresentação DES – Arquivo PDF

Código do Formulário do Programa de Testes, em C# (.NET Framework 2.0) – Arquivo PDF

Este código é apenas didático e visa demonstrar o funcionamento básico do processo de critografia em DES e TripleDES no .NET Framework. Ele não deve ser utilizado em um ambiente de produção sem que sejam feitos diversos aprimoramentos.

t++;

Leonardo Braga

Agenda das provas da primeira ata – 1º Semestre de 2009

Para os que estavam, assim como eu, sem os horários das provas da primeira ata do primeiro semestre de 2009, e que perceberam que os horários não se encontravam na Área Restrita dos Alunos nem na Sala Virtual, o nosso amigo Reginaldo (Peacemaker) quebrou um super galho e me passou a agenda completa:

Dia Matéria
23/03/2009 Banco de dados (Alexandre)
24/03/2009 Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Gilmar)
25/03/2009 Arquitetutura de Software (Adriano “Kojak”)
26/03/2009 Desenvolvimento de Componentes (Rogério – a única prova que será no Laboratório)
27/03/2009 Criptografia (Osmar)

[]’s e boa sorte!

Soluções tecnológicas em ambiente SOHO (Small Office / Home Office)

Nos últimos tempos venho buscando analisar as várias fatias de mercado e como acontecem suas respectivas integrações com soluções tecnológicas, no entanto uma fatia em particular vem me chamando atenção. Por isso hoje venho falar da integração tecnológica no ambiente SOHO(1).

Já faz algum tempo que presenciamos o surgimento de tecnologias com baixo custo de implantação, alta escalabilidade, confiáveis e de fácil gerenciamento. Daí surge a questão: Porquê o mercado SOHO tem sido tão mau servido tecnologicamente?

A meu ver, algumas posturas gerenciais favorecem tal acontecimento. Enquanto alguns empreendedores não se derem conta de que software e serviços tecnológicos têm custo. E que esses custos, na maioria das vezes, podem ser classificados gerencialmente como investimentos. Continuará havendo espaço para o “quebra galho da informática” que não raramente fornece soluções técnicas (muitas delas “pirateadas”) pouco focadas no objetivo da empresa.

Contudo, algumas vezes me surpreendi ao ver soluções com pouquíssimo respaldo técnico/tecnológico gerenciando processos complexos em ambientes SOHO. O detalhe é que 100% das vezes em que tive esta agradável surpresa, a solução era construída e/ou customizada pelo próprio empreendedor, que com algum conhecimento mapeou seu modelo de negócio a uma tecnologia simplista.

O problema é que nem todos os empreendedores têm o conhecimento necessário para aplicar seu modelo de negócio a uma solução tecnológica, e são estes que sofrem buscando soluções de mercado.

Existem no mercado poucas empresas de tecnologia que se dispõe a prover um serviço com bom nível de adequação ao negócio e custo acessível para o mercado SOHO. E mesmo quando o empreendedor encontra uma dessas raras empresas, grande parte delas se prende a tecnologias específicas que fogem aos padrões de qualidade atuais, quando não forçam as empresas a refazerem sua infraestrutura.

É exatamente por isso que a Augix, empresa onde sou arquiteto de software, vem se dispondo a fornecer soluções voltadas ao modelo de negócio do cliente e desprendidas de tecnologias específicas, indo de encontro as necessidades do mercado SOHO, cada vez mais ávido por soluções sob medida, no entanto escaláveis, que acompanhem seu crescimento.

 

(1) Acrônimo em inglês para Pequenos Escritórios e Escritórios domésticos (Small Office / Home Office).

UNA: Na contramão do mercado de TI

[Atualização no final do post]

Sou estudante do curso Análise e Desenvolvimento de Sistemas e quanto mais eu vivencio o meio acadêmico na faculdade UNA, mais percebo o quanto este meio pode ser controverso.

Minha última experiência negativa nesta faculdade está relacionada a uma atividade acadêmica que a UNA denomina “Projeto Aplicado”.

O Projeto Aplicado consiste em um trabalho de pesquisa similar a uma monografia, de dificuldade de elaboração e critério de avaliação proporcionais ao período no qual o aluno se encontra. Até este ponto, tudo bem, é uma idéia muito válida, que possibilita aos alunos aprimorarem suas técnicas de pesquisa e produção acadêmica ao longo do curso, preparando-os para um futuro MBA, Mestrado, etc.

O problema no Projeto Aplicado da UNA está em algumas regras que regem o desenvolvimento do trabalho. Uma dessas regras rege que os grupos criados para o trabalho tenham, no mínimo 5 participantes, e é ai que a contradição reside. Muitos demagogos, quero dizer, pedagogos, acreditam que forçando trabalhos com grandes grupos de alunos estarão facilitando a interação entre as pessoas, a troca de conhecimento e outros conceitos tão bonitos na teoria (mas que falham fundamentalmente na prática), mas estão, na verdade, limitando a possibilidade de elaboração de projetos reais, que requerem dedicação e empenho que poucos alunos querem dedicar, e que poderiam ser absorvidos pelo mercado e muitas vezes pela própria IES.

Curioso como a UNA, que em seus cursos tecnológos se gaba tanto de fomentar o conhecimento prático e trazer a experiência do mercado para a sala de aula, acaba indo diretamente na contramão desses objetivos. Explico. Eu possuo uma modesta empresa de desenvolvimento de sistemas e estaria, nesse semestre, avaliando a experiência de desenvolvimento de um software avançado para EaD(1) com um colega de curso (que será, em breve, sócio nesta modesta empresa) e este projeto poderia, facilmente, ser utilizado pela UNA ou por qualquer outra instituição de ensino.

Por não permitir um grupo com somente 2 participantes, a UNA nos obriga a “engavetar” nossa idéia de projeto, já que não poderíamos ter mais pessoas envolvidas no desenvolvimento deste software por questões de direitos autorais, propriedade intelectual, entre outros.

Com posturas como esta, ao invés de aproximar o aluno do mercado de trabalho, a UNA inviabiliza potenciais projetos inovadores que nasceriam dentro de seus campi (e que logo seriam propaganda para a própria IES), rechaça mentes empreendedoras e reafirma a triste idéia de que a maior parte do mundo acadêmico ainda está a anos-luz de distância do mercado, principalmente do inquieto e inovador mercado de TI.

Sorte nossa que Larry Page e Sergey Brin(2) não estudaram na UNA…

[Atualização em 19-02-2009]

Após um mal começo com a UNA, ontem tive uma agradável surpresa. O coordenador do curso e a IES se mostraram realmente interessados em resolver o problema e tentaram, de todas as formas, gerar grupos que permitissem quaisquer quantidade de alunos, a despeito do manual que rege o Projeto Aplicado. Infelizmente o total de grupos passou de 10, inviabilizando o trabalho da banca avaliadora, e acabamos tendo que abortar a idéia inicial de nosso projeto. Entretando, esta mudança na postura e espírito de colabração (ainda que poderiam ter sido demonstrados desde o começo evitando assim desgastes desnecessários) mostram que a UNA está atenta as necessidades dos alunos e do mercado. Ponto para a UNA.

(1) EaD – Educação à Distância

(2) Larry Page e Sergey Brin são os fundadores do Google, uma das maiores empresas do mundo. Dois estudantes que iniciaram um projeto de software, que viria a ser o maior motor de buscas da internet, como um trabalho acadêmico. Irônico, não?

Parecer do Ministério da Educação, sobre os Cursos de Graduação Tecnológica

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICADEPARTAMENTO DE POLÍTICAS E ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL

NOTA TÉCNICA DPAI Nº  001 / 2007

Assunto: Resposta ao e-mail sobre Cursos Superiores de Tecnologia como Graduação Plena.

Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96, a educação escolar brasileira não apresenta mais graduação curta, longas ou plena, cuja terminologia não deve mais ser empregada. O ensino superior possui apenas graduações, a saber, em três formas equivalentes: Licenciatura, Bacharelado e Graduação Tecnológica. As graduações tecnológicas, ou Cursos Superiores de Tecnologia conferem o mesmo grau que as demais formas, cujos diplomas têm validade nacional de nível superior, e, estes cursos estão sujeitos aos mesmos processos de avaliação e regulação da educação superior, inclusive ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES.

Por terem cargas horárias menores que alguns cursos de bacharelado, freqüentemente os cursos de tecnologia são indevidamente confundidos com os Cursos Seqüenciais, estes não são graduações, ainda que sejam de nível superior.

Os egressos de Cursos Superiores de Tecnologia estão aptos a assumir função de nível superior, prestar concursos para esse nível, bem como proceder a estudos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado. Tais atribuições são garantidas pela seguinte legislação:

· Lei 9394/96 – Lei de diretrizes e bases da educação nacional;

· Parecer CNE/CP 29/2002 – Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico.

· Resolução CNE/CP nº 03, de 18/12/2002, publicada no DOU em 23/12/2002. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia.

· Decreto 5773, de 09 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino.

Pelo exposto, solicitamos a vossa senhoria a revisão das normas para concurso público nesta prefeitura, considerando tecnólogos como aptos a participar do processo seletivo em condições de igualdade aos egressos de cursos de bacharelado e licenciaturas, para provimento de vagas com exigência de nível superior.

Brasília, 17 de janeiro de 2007.

98° da Educação Profissional no Brasil

Paulo Wollinger

Coordenador Geral de Desenvolvimento e

Modernização da Educação Profissional

De acordo,

Jaqueline Moll

Diretora do Departamento de Políticas e

Articulação Institucional